Fábrica de Software, redhat

Quais as vantagens de utilizar microsserviços e containers?

agosto 15, 2018
microsserviços e containers
Tempo de leitura 7 min

A velocidade acelerada com que as empresas geram informações, melhoram seus produtos, criam inovações e se adéquam às necessidades de seu mercado exigiu que o desenvolvimento de aplicativos abandonasse a abordagem tradicional monolítica.

A nova metodologia é marcada pela agilidade e quebra de grandes projetos de códigos únicos em microsserviços e containers, o que facilita a inclusão de novas funcionalidades, a integração de aplicações e a manutenção dos serviços, sem a necessidade da revisão de toda a sua estrutura e código, por exemplo.

Se a sua área de TI precisa encontrar formas de acelerar suas entregas, integrar os departamentos do negócio e oferecer novos serviços digitais aos seus clientes, você precisa entender o que são os microsserviços e containers, quais são suas principais vantagens e como podem ser utilizados. Para saber mais, continue a leitura!

O que muda com a adoção dos microsserviços e containers?

Até pouco tempo, os projetos de desenvolvimento de sites, softwares e sistemas tinham uma arquitetura organizada para funcionar em uma infraestrutura limitada e conhecida.

As funcionalidades entregues aos clientes eram usadas em sistemas operacionais, dispositivos e redes conhecidas pelos desenvolvedores. A demanda pelos serviços realizados pela aplicação era conhecida e pouco mutável.

Essa previsibilidade de uso facilitava que os projetos fossem construídos, testados, homologados e entregues. Por outro lado, o tempo para tirar uma ideia do papel e levá-la à produção demorava meses ou até anos. Era necessário, por exemplo, criar uma máquina virtual (VM) completa, com sistema operacional e hardwares específicos, para viabilizar uma aplicação.

Contudo, a adoção de dispositivos, como smartphones, tablets e máquinas inteligentes, obrigou os desenvolvedores a pensarem em estruturas que pudessem ser adaptadas aos “novos requisitantes” de determinado serviço.

A demanda por funcionalidades também ficou instável, pois as requisições de um dispositivo podem ser muito superiores que as de outros.

É nesse cenário que os microsserviços e containers foram desenvolvidos — para criar várias funcionalidades independentes que podem ser incluídas em um projeto sem que todo o código precise ser desenvolvido/alterado e entregue de uma só vez.

O que são microsserviços?

Os microsserviços rompem com a ideia do desenvolvimento monolítico. Eles são conhecidos por quebrar o código em diversos serviços independentes e permitir que os processos sejam separados. Assim, o resultado de um serviço pode ser a entrada para um outro e o funcionamento de um sistema mais complexo se transforma na orquestração dos vários serviços independentes.

Entre as vantagens dessa nova metodologia, podemos destacar:

  • a agilidade em entregar novas funcionalidades de forma contínua;
  • a possibilidade de escalar especificamente os microsserviços mais demandados;
  • a viabilidade em oferecer a mesma experiência e performance para os usuários das aplicações, quer eles utilizem um dispositivo móvel, um desktop, um wearable ou sejam requisitadas por máquinas usando a Internet das Coisas (IoT).

Empresas como a Amazon, Facebook, Netflix, Paypal e Twitter utilizam os microsserviços para disponibilizar novas funcionalidades, corrigir possíveis bugs e agregar novas formas de oferta de seus serviços, com menos esforço de implantação e maior recorrência nas entregas.

Um estudo realizado pela Nginix apontou que 36% das empresas consultadas já usavam os microsserviços para acelerar e otimizar o desenvolvimento de suas aplicações. Outros 26% avaliavam formas de adotar esse método.

Como microsserviços e containers se complementam?

A forma de desenvolver e entregar novas aplicações foi modificada pelo uso dos microsserviços. Logo, a administração da infraestrutura usada pelos diversos pacotes de serviços também precisava ser alterada.

Se antes uma mesma estrutura era conectada e demandava informações do banco de dados, exigia o processamento de dados e se integrava a outros aplicativos, agora são diversos microsserviços executando essas tarefas.

Nesse cenário, os containers foram o método encontrado para encapsular os microsserviços, simplificar a configuração, parametrização, manutenção e administração dos diversos pacotes de aplicações semelhantes.

Os containers ajudam a criar templates replicáveis de infraestrutura, a automatizar as tarefas, a reduzir o esforço em configurar corretamente cada conjunto de aplicações e a identificar rapidamente quais componentes precisam de ações preventivas ou corretivas.

Quais são as principais vantagens em adotar essas técnicas?

Uma pesquisa realizada pela Red Hat apontou seis principais vantagens no uso dos microsserviços e containers. Veja quais são elas a seguir.

1. Integração e desenvolvimento contínuo

A metodologia tradicional exigia que a empresa aguardasse semanas ou meses para receber um código imenso a ser submetido ao teste unitário, depois aplicado ao ambiente de teste para encontrar possíveis falhas, fazer o teste integrado e corrigir manualmente os erros de configuração, integrações ou de funcionamento.

Usando a integração contínua e o desenvolvimento contínuo (Continuous Integration e Continuous Deployment) esse obstáculo desaparece.

Ao final de cada dia, os desenvolvedores integram seus trabalhos ao enviar os códigos escritos para uma ferramenta de automatização de tarefas — um tipo de repositório unificado que executa testes e identifica erros de digitação, comandos incompatíveis ou em conflito, falhas de solicitação e execução dos comandos, entre outros.

Com essa mudança, possíveis falhas são detectadas de maneira contínua e o progresso do sistema fica mais garantido que na metodologia tradicional.

2. Agilidade

Os microsserviços e containers garantem que novas funcionalidades sejam implementadas usando partes de serviços disponíveis, sem precisar reescrever ou editar o código. Isso garante uma evolução gradual e constante do sistema.

3. Escalabilidade aprimorada

Em vez de ampliar toda a infraestrutura para suportar picos de demandas ou novas cargas de trabalho, o uso de microsserviços e containers permite adequar os recursos utilizados pelo serviço com mais solicitações.

Assim, a infraestrutura de TI pode ser escalada de forma racionalizada, sem grandes investimentos em itens que não são requisitados naquele momento.

4. Time-to-market reduzido

Com maior agilidade para desenvolver e adicionar novas funcionalidades aos aplicativos e softwares e menor necessidade de investimento em infraestruturas complexas e pouco escaláveis, os microsserviços e containers ajudam a reduzir o tempo necessário para disponibilizar um novo software ou sistema para o mercado.

Por exemplo, a empresa pode lançar o mínimo produto viável (MVP) e, a partir dele, agregar novas funções ao seu sistema.

5. Produtividade da equipe de desenvolvedores

Ao simplificar e automatizar a integração, testes, diagnósticos e correções dos códigos criados por diversos desenvolvedores é possível aumentar a produtividade da equipe e manter o foco de todos nas tarefas mais prioritárias para aquela fase do projeto.

6. Manutenção e depuração mais fáceis

A última grande vantagem dos microsserviços e containers é a facilidade em eliminar possíveis erros e falhas, além de melhorar a performance dos aplicativos ao permitir que a equipe diagnostique exatamente qual elemento está agindo de forma inesperada.

Como adotar essa prática em sua empresa?

Existem duas formas de adotar essa estratégia de desenvolvimento. A primeira é contando com uma consultoria para auxiliar sua equipe interna nos esforços de criar ou modernizar as aplicações corporativas. A outra seria terceirizar o trabalho de desenvolvimento, instalação e manutenção do aplicativo para uma empresa especializada.

O uso de microsserviços e containers representa a adoção de um novo paradigma para o desenvolvimento de aplicativos, softwares e sites. Contudo, 67% das equipes que usam esse modelo alcançam as vantagens mencionadas nesse post nos primeiros 12 meses de sua aplicação. Logo, os esforços tendem a ser muito bem recompensados!

E você? Conhece outras metodologias com benefícios similares aos dos microsserviços e containers? Se quiser descobrir novas técnicas e boas práticas de desenvolvimento de softwares, assine nossa newsletter para receber essas dicas diretamente em seu e-mail. Inscreva-se!

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1 comentário

  • Responder O que é Jboss ou EAP? Entenda e conheça os objetivos dessa soluçãoFábricaDS – Especialista em soluções RedHat, Suse, VMmare, Microsoft e Google dezembro 3, 2018 at 11:12 am

    […] a novas tecnologias de containers — o Jboss já está preparado para rodar em […]

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